BRUXAS E PRINCESAS
Ontem foi Halloween.
Algumas pessoas acham que por não ser uma festividade da nossa cultura e calendário não devemos incorporar.
Mas, sempre tive especial atração por essa data e por essa comemoração.
Sabemos as histórias verdadeiras sobre bruxas e também sobre princesas lindas e loiras.
Minha cor predileta desde a adolescência é a preta. Me sinto confortável e protegida dentro dela.
Alguém dirá que anjos não usam preto. Então, se ao morrer eu der com os costados ( parafraseando meu pai gaúcho) no Céu terei que lançar uma nova moda.
Se não puder ser preto que seja qualquer cor em tom pastel, menos branco, que é a cor para a qual não tenho paciência, nem afinidade.
Voltando às bruxas, elas são mulheres enigmáticas, sensíveis, inteligentes, criativas,investigativas, transcendentes e autossuficientes, reinventando-se constantemente. E isto sempre incomodou as regras da humanidade.
Por isso, foram e continuam sendo perseguidas, quando não, também eliminadas.
Bruxas sofrem no contexto de mediocridade que assola o mundo, porém, desafiam as condutas ordinárias e seguem sendo extraordinárias.
Na outra face da moeda temos as princesas, criadas e educadas para serem cordatas, para se enquadrarem nos padrões impostos, acreditando que toda a ação de enfrentamento do mundo e sua libertação das garras da maldade estão nas mãos de príncipes fortes e corajosos, dotados de super poderes.
Princesas estagnadas e dependentes correm o risco de serem abandonadas no meio do caminho, quando já não se parecerem mais com aquelas figuras dos contos de fadas.
Também sofrem, principalmente, quando a bolha da ilusão se rompe e se deparam com a verdadeira realidade exterior.
Não tendo ferramentas internas para seguirem sem a proteção de uma figura que as sustentem, podem cair em depressão e ficarem estagnadas.
Tenho presenciado uma história assim, de uma princesa que transferiu a responsabilidade sobre seu destino de uma figura masculina da infância para outras na fase adulta.
Não deu certo.
Enquanto isto, a bruxa aqui ao lado que já foi a donzela, a mãe e agora é a anciã, continua firme e forte, vencendo limitações, ultrapassando barreiras e construindo seu destino.
No final, o texto afastou-se da ideia original, mas, fiquei satisfeita com o resultado.
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